sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Milagre de Lanciano ( a Hóstia consagrada que transformou-se em Carne Humana )





A antiga Anxanum dos “Frentanos” (povo da Roma antiga) conserva, depois de mais de doze séculos, o primeiro e maior Milagre Eucarístico da Igreja Católica. O Milagre aconteceu no século VII d.C., na pequena igreja de S. Legonziano, pela dúvida que teve um monge da Ordem Basiliana sobre a verdadeira presença do Cristo na Eucaristia. Durante a celebração da Santa Missa, depois da consagração, a hóstia transformou-se em Carne viva e o vinho tornou-se Sangue vivo, aglutinado em cinco glóbulos irregulares e de diversas formas e tamanhos.

A Hóstia-Carne, como se pode ver muito bem hoje em dia, tem o mesmo tamanho da hóstia maior usada na Igreja latina, é de cor levemente escura e torna-se rósea quando posta contra a luz.

O Sangue é coagulado, de cor pálida tendente ao amarelo-ocre.

A Carne fica guardada, após 1713, num artístico ostensório de prata, elegantemente cinzelado, da escola napolitana.

O Sangue fica dentro de uma rica e antiga âmbula em cristal de rocha.

Os frades Menores Conventuais guardam o Milagre desde 1252, por vontade de Landulfo, bispo da vila de Chieti, e com bula pontifícia de 12 de Maio de 1252.

Os monges da Ordem de São Basílio guardaram o Milagre até 1176 e os Beneditinos até 1252.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A "igreja viva" - Gustavo Corção







As notícias recentes, chegadas da Suíça, onde as "autoridades" eclesiásticas tentam bloquear a obra católica de Dom Marcel Lefebvre, e as notícias dos escândalos mais próximos de nós, praticados pelas próprias autoridades eclesiásticas da mesma "Igreja viva" que veementemente reprova a obra de Dom Lefebvre e fecha os olhos ou encoraja obras de reconciliação com a Maçonaria empreendidas em Salvador por Dom Avelar Brandão e os "abalizados" pronunciamentos de Dom Evaristo Arns sobre o sexo, todo esse amontoado de incompreensíveis contra-sensos nos indica que está chegando a hora das grandes dores. Ainda ontem, na Santa Missa, ouvimos o Apóstolo falar das dores do parto de toda a criação, misteriosa conseqüência cósmica das desordens trazidas pelo pecado dos Anjos e pelo pecado de Adão. Deus com a ajuda dos Anjos, de Nossa Senhora e de todos os Santos, no Céu, no Purgatório e aqui na Terra, governa o mundo e trabalha na restauração da ordem comprometida pelo mal que Ele permite para tirar das mesmas criaturas capazes do mal, uma riqueza de bem incomparavelmente maior do que o mal permitido. E agora a dor que punge a criação, diz São Paulo, será também vencida por uma alegria de maravilhosa desproporção. É compreensível a desmedida, a infinita desproporção entre o bem da vitória final e o mal consentido, porque o bem tem a medida do ser, e o mal não passa de uma lembrança do nada que está nos poros de toda a criatura composta de ser e não ser.

Mas aqui nesta rápida travessia, os homens menos atentos aos dons de Deus se inebriam com a efervescência das colisões das efêmeras obras, e até ousam tomar essa efervescência por critério mais valioso do que a imutável lei revelada por Deus.

O mesmo Apóstolo que tanto nos exalta a esperança, nem por isso nos aconselha o pacifismo que faz da moleza e da tolerância as maiores virtudes modernas. Ao contrário, o Apóstolo da Caridade nos incita ao combate. É fácil imaginar com que profunda emoção seus discípulos um dia ouviram-no dizer estas palavras infinitas que até hoje nos aquecem o sangue e nos guardam do desespero: "Combati o bom combate, guardei a Fé".

Se está chegando a hora das grandes dores, esperemos contra toda a esperança e combatamos o bom combate. Não desagradam a Deus nossos gemidos e nossas lágrimas se os golpes são duros, mas desagrada-lhe certamente nossa deserção e nossa capitulação, sobretudo quando ainda para maior dano ousamos cobri-las com vestes de virtudes.

Comentários Eleison: Clérigos Conscientes? - I: Por Mons. Richard Williamson




Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLXXXVI (486) - (5 de novembro de 2016):



Estarão conscientes os homens quando destroem o trabalho de Deus?
No início, ao menos, eles viam. Clérigos, tenham cuidado!

            Um leitor destes “Comentários” acaba de levantar uma pergunta que vem sendo feita muitas vezes, agora talvez com menos frequência, mas ainda de interesse: “O Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SG, para abreviar) está consciente de como ele se contradiz a si mesmo? Em julho deste ano ele deu um chamado para uma nova Cruzada de Rosários “exclusivamente” para obter o Triunfo do Imaculado Coração através da Consagração da Rússia, enquanto mais recentemente ele afirmou que Roma quer que a FSSPX preencha importantes posições na Igreja para ajudá-la a superar o modernismo. A contradição é clara, porque os clérigos que atualmente ocupam posições em Roma são certamente opostos à Consagração tal como foi pedida por Nossa Senhora, e as razões para isso são profundas.

            Escrevam para o Padre Guy Castelain em Le Moulin du Pin, F53290 Beaumont-Pied-de-Boeuf, França, para uma cópia do excelente editorial em seu boletim da FSSPX deste mês, onde ele apresenta dez razões pelas quais o Vaticano II é o obstáculo principal para a Consagração da Rússia à Nossa Senhora. Muito resumidamente, a Consagração representa envolvimento politico contra neutralidade política, o Reinado de Cristo contra Seu destronamento, o catolicismo contra a Liberdade religiosa, o Papa contra a colegialidade, a única verdadeira religião contra o ecumenismo, o Imaculado Coração contra a glorificação da dignidade humana esquecendo a mácula ou pecado original, a única verdadeira Igreja contra a salvação em outras religiões, paz pelo Papa católico contra paz pelo “Espírito de Assis”, e assim por diante. Não é de admirar que o Papa Francisco tenha dito a Vladimir Putin quando este foi vê-lo e expressou um interesse na Consagração: “Nós não falamos sobre Fátima”!

Palestra do Rev. Padre Joaquim FBMV sobre o Protestantismo, sua história e doutrina.







quarta-feira, 1 de junho de 2016

Festa da Coroação de Nossa Senhora - Colégio São Bento e Santa Escolástica 2016






Festa da Coroação de Nossa Senhora realizado no Colégio São Bento e Santa Escolástica, Mosteiro da Santa Cruz, em 31-05-16, Nova Friburgo – RJ.





terça-feira, 31 de maio de 2016

Festa de Corpus Christi - Mosteiro da Santa Cruz - 2016 - Fotos






Festa de Corpus Christi  relizada no Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo – RJ, 26-05-16









segunda-feira, 30 de maio de 2016

Peregrinação de Pentecoste 2016 - Mosteiro da Santa Cruz






Algumas fotos da Peregrinação de Pentecoste realizada por fieis e religiosos do Mosteiro da Santa Cruz. Partindo do centro da cidade de Nova Friburgo e indo até a sede do Mosteiro, com sol ou chuva. Uma santa Caminhada de aproximadamente 20 km, com cânticos e o Santo Rosário.





Vamos trabalhar - U.I.O.G.D





Caros leitores e irmãos em Cristão, Salve Maria. 

Depois de um período sem atividade, eis que venho informar que o blog do Grupo Santo Tomás de Aquino voltará as atividades, buscando sempre a maior Glória de Deus. Obrigado a todos.

domingo, 27 de março de 2016

Ressuscitou! - Gustavo Corção



Não há em todo o ano litúrgico, que é o vôo circular em que a Igreja contempla amorosamente os mistérios de Cristo, momento mais jubiloso e mais belo em que, antes de acender o Círio Pascal, o Diácono canta o“Exultet Jam Angélica Turba Caelorum...” que é, sem dúvida alguma, o maior primor que os homens, com inspiração divina e engenho próprio jamais lograram compor em toda a história do cristianismo e do mundo. Quem já adulto, e já doloridamente vivido, teve a felicidade de ouvi-lo pela primeira vez no esplendor do Movimento Litúrgico, pôde apreciar, nessa adamantina condensação, todo o apuro, todo o requinte de infinito bom-gosto que a Igreja, ex abundantia operis, trouxe à civilização, e até hoje guarda a lembrança do estremecimento da alegria que nessa noite sentiu como antecipação de todas as promessas de Deus:

O vere beata nox, quae sola meruit scire tempus et horam in qua Christus ab inferis ressurrexit! – Ó bem-aventurada noite, única que mereceu conhecer o dia e a hora em que Cristo ressuscitou dos mortos. 

Inebriada de alegria a Igreja delira, e chega à amorosa inconveniência, à desmedida loucura de cantar:

O certe necessarium Adae peccatum... O felix culpa... – Ó necessário pecado de Adão...Ó culpa feliz.

E depois, agora mais senhora de si, gravemente repete a grande história do Verbo de Deus desde a madrugada da Criação, desde a promessa feita a Abraão, e através das palavras dos profetas até aquela outra madrugada do primeiro dia da semana em que Maria Madalena e a outra Maria vieram visitar o sepulcro.

sexta-feira, 25 de março de 2016

A Imobilidade e a Escuridão - Trecho do Livro A Subida do Calvário do Pe. Luís Perroy



Havia que chegar a isto. Todo o fatal progresso da Paixão do Cristo tende a privá-lO gradualmente da Sua liberdade, para Lhe comprar a cada privação um sofrimento novo, até  que  o  derradeiro  esforço  desse  trabalho  superior  da  Justiça  de  Deus  consiga imobilizá-lO na dor.

Primeiro  os  laços,  depois  a  entrega  entre  as  mãos  de  soldados  debochados,  depois  a privação da vista no corpo da guarda, o amortecimento das forças e a exaustão que a marcha  acarreta  e,  finalmente...  os  cravos  que  O  fincam  na  Cruz:  é  a  tremenda imobilidade!  A  simples  reflexão  pode  nos  dar  uma  ideia  deste  último  instrumento  de suplício. Estar preso, fixado por quatro Chagas a se alargarem de minuto em minuto a um sofrimento a que não se pode escapar!

O  menor  movimento  não  faria,  aliás,  senão  aumentar  esse  sofrimento.  E  três  horas durou  esse  tormento  assombroso!  O  doente  preso  de  dor  revolve-se  penosamente  no leito; tem necessidade desse movimento que, se não lho suprime, muda-lhe ao menos o sofrimento: descansa de um pelo outro. Na Cruz, porém, nenhum descanso a esperar a não ser numa morte que só há de vir lentamente. Mais uma vez: era preciso. O homem, pecando,  abusa  da  sua  liberdade:  o  castigo  correspondente  à  sua  culpa  devia  ser  a privação dessa liberdade. O Filho do Homem, que expia por toda a humanidade, será, pois,  conseqüentemente  com  o  Seu  papel  de  Vítima  expiatória,  privado  de  toda  a liberdade.

Está feito, e é sobretudo nesse exato momento que Ele salva os pecadores. Gritam-Lhe galhofando:  “Desce  agora,  se  podes”.  Já  não  pode.  Está  cravado.  As  almas  que  se queixam de estar presas à mesma cruz, pesada, esmagadora, sem esperança de a poder largar neste mundo, devem vir ao pé desta Cruz de Jesus.

Eu venho, meu Deus, e ante a Vossa imóvel atitude, ante esses cravos que Vos fincam ao dever sangrento da Redenção, eu nem sequer em desejo procurarei despregar-me de uma cruz que em alguns pontos quisestes tornar semelhante à Vossa.