quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Série Aparições de Nossa Senhora - GUADALUPE - México -1531




Onde Aconteceu: No México.

Quando: Em 1531.

A quem: A um Índio.

 Nossa Senhora de Guadalupe é a protetora das Américas, das vocações, das famílias e dos nascituros.
Todos os escritos narrados sobre as quatro aparições de Nossa Senhora de Guadalupe são inspirados no Nican Mopohua, ou Huei Tlamahuitzoltica, escrito em Nahuatl, a linguagem Azteca, pelo índio erudito Antônio Valeriano em meados do século XVI.
O que se divulga é uma cópia publicada em Nahuatl por Luis Lasso de la Vega em 1649.


As Aparições

Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Desta maneira começou a brotar a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem nós vivemos. Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que havia um pobre índio, chamado Juan Diego, inicialmente conhecido pelo nome nativo de Cuautitlan. No que diz respeito às coisas espirituais, ele pertencia ao Tlatilolco.  
Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, ele estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua tarefa. Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos de vários lindos pássaros. De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, sobre passava do "coyoltototl" e do "tzinizcan" e de outros pássaros lindos que cantam. Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo:
 “Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde estou? Será que estou agora em um paraíso terrestre de que os mais velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?”. 
Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo:
 “Juanito, Juan Dieguito.”
 Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver. Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar.
Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobre humana. Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As "mezquites", "nopales", e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro.
Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe:

”Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde estás indo?“

 Ele respondeu: 
“Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar à Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor”.

Ela então lhe disse:  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Imaculada Conceição glorificada à revelia até por ... um diabo!




A devoção à Imaculada Conceição de Nossa Senhora vem dos tempos apostólicos. Na Idade Média, porém, adquiriu enorme força e extensão. Por fim, no século XIX foi proclamada dogma da Igreja Católica. Nenhum católico pode negá-la ou pô-la sequer em dúvida, sem cair em heresia e ficar fora da Igreja.  Por isso, nesta magna festa, reproduzimos o fato seguinte acontecido no século XIX.
No dia 8 de dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo. E no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem se manifestou em Lourdes a Santa Bernadete. 
Nesse dia Ela confirmou o dogma, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E inaugurou uma torrente de milagres que não cessa até hoje! Poucas pessoas sabem que em 1823, trinta anos antes da proclamação desse magnífico dogma, dois sacerdotes exorcistas obrigaram um demônio que possuía um rapaz a cantar o louvor dessa santa verdade. E o demônio teve que fazê-lo, obviamente a contragosto, mas com uma rima poética que reverenciou a glória de Nossa Senhora.
O demônio é “espírito de mentira”, mas o exorcismo pode obrigá-lo a dizer a verdade, inclusive sobre matérias de Fé, como a divindade de Jesus Cristo, as virtudes da Imaculada Virgem, a existência do Paraíso, do inferno, etc. 
Foi o que aconteceu com o demônio que tinha entrado num jovem analfabeto de apenas doze anos, residente em Adriano di Puglia, Itália, hoje Ariano Irpino, na província e diocese de Avellino. 

sábado, 5 de dezembro de 2015

Homilia - XXI Domingo depois de Pentecostes









sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Oração Reparadora





(Para ser rezada na primeira sexta-feira de cada mês, diante do Santíssimo 
Sacramento exposto)

Divino Salvador Jesus!
Dignai-vos baixar um olhar de misericórdia sobre vossos filhos, que reunidos em um mesmo pensamento de Fé, Reparação e Amor, vêm chorar a vossos pés suas infidelidades e a de seus irmãos, os pobres pecadores!
Possamos nós, pelas promessas unânimes e solenes que vamos fazer, tocar o vosso divino Coração, e dele alcançar misericórdia para o mundo infeliz e criminoso e para todos aqueles que não têm a felicidade de vos amar!
Daqui por diante, sim, todos nós vo-lo prometemos:

Do esquecimento e da ingratidão dos homens,
Nós vos consolaremos, Senhor!    

Do abandono em que sois deixado no santo Tabernáculo,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Dos crimes dos pecadores,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Do ódio dos ímpios,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Das blasfêmias que se vomitam contra vós,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Das injúrias feitas à vossa divindade,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Dos sacrilégios com que se profana o vosso Sacramento de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Das imodéstias e irreverências cometidas em vossa presença adorável,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Da tibieza do maior número de vossos filhos,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Do desprezo que se faz de vossos convites cheios de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Das infidelidades daqueles que se dizem vossos amigos,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Do abuso de vossas graças,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De nossas próprias infidelidades,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Da incompreensível dureza de nossos corações,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De nossa longa demora em vos amar,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De nossa frouxidão em vosso santo serviço,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Da amarga tristeza em que sois abismado pela perda das almas,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Do vosso longo esperar às portas de nossos corações,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Das amargas repulsas de que sois saciado,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De vossos suspiros de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De vossas lágrimas de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De vosso cativeiro de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!

De vosso martírio de amor,
Nós vos consolaremos, Senhor!

Oração

Divino Salvador Jesus, que de vosso Coração deixastes escapar esta queixa dolorosa: "Eu procurei consoladores e não os achei", dignai-vos aceitar o pequeno tributo de nossas consolações e assistir-nos tão poderosamente com o socorro de vossa graça que, para o futuro, fugindo cada vez mais de tudo o que vos poderia desagradar, nos mostremos em tudo, por toda a parte e sempre, vossos filhos, os mais fiéis e devotados. Nós vo-lo pedimos por vós mesmo, que sendo Deus, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais nos séculos dos séculos. Amém.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

02 de Dezembro - Santa Bibiana, Virgem e Mártir



 Santa Bibiana, Virgem e Mártir


Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, “o Apóstata”, aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.

Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.
No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.
A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.

Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser incovada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana se tornou popular na cristandade. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Terceiro Mandamento – Guardar Domingo e Festas (Ultima Parte)





As obras liberais, nas quais o espírito toma mais parte que o corpo, como escrever, ler, ensinar, dese­nhar estudar, tocar instrumentos de musica, etc., etc., são permitidas nos domingos.
São também permitidas as obras que se cha­mam comuns, como varrer, caçar, pescar, etc.
A profanação do domingo é muito nociva a socie­dade, e muitas vezes Deus a pune neta vida com ter­ríveis castigos.
O descanso do domingo é muito útil ao nosso corpo, porque assim reparam-se as forças, conserva-se a saúde e prolonga-se a vida.
Na lei antiga, a profanação do sábado era castigada com a morte. Por isso, os Fariseus e os Escribas, que buscavam sempre a ocasião de por Jesus em contradição com a lei de Moises, acusavam-no de violar a lei do sábado, porque fazia milagres nesse dia curando os enfermos. Eis aqui o que nos narram os evangelistas a esse respeito : Num dia de sábado, ia Jesus caminhando, e seus discí­pulos, que tinham fome, começaram a colher espigas e as come-las. E vendo isto os Fariseus, lhe disse­ram : Olha o que os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer nos sábados. Porem Ele lhes disse: Não tendes lido o que fez David quando ele teve fome e os que com ele estavam, como entrou na casa de Deus e comeu os pães da proposição, os quais não era licito comer nem a ele, nem aos que com ele estavam, mas unicamente aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que os sacerdotes nos sábados, no templo, quebrantam o sábado e ficam sem pecado? Pois digo-vos que aqui está o que é maior que o templo. E se vós soubésseis o que é : Quero misericórdia e não sacrifício, jamais condenareis aos inocentes. E porque o Filho de Homem é senhor até do sábado mesmo. E depois de partir dali veio á sinagoga deles, e aparece um homem que tinha paralisada uma das mãos, e eles, para terem de que o acusar, lhe fizeram esta pergunta: será por ventura licito curar aos sábados? E Ele lhes disse : Que homem haverá por acaso entre vós, que tenha uma ovelha, e se esta lhe cair no sábado em uma cova não lhe lance a mão para dali a tirar? Ora, quanto mais excelente é um homem do que uma ovelha. Logo é licito fazer bem nos dias de sábado. Então disse para o homem : Estende a tua mão. E ele a estendeu e lhe foi restituída sã como a outra. Mas os Fariseus saindo dali consultavam contra ele, como o fariam morrer. (Matlh. XII, i-i4)

sábado, 28 de novembro de 2015

Comentários Eleison: O Vaticano II Desenterrado - por Dom Williamson





Comentários Eleison: O Vaticano II Desenterrado
Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXXXIV (434) - (07 de novembro de 2015):


O Vaticano II Desenterrado



Um Deus diminuído, esvaziado, retalhado, Não atrairá. Seja Cristo novamente coroado. 
Acabei de reler Pope John’s Council [O Concílio do Papa João], de Michael Davies, escrito em 1977 e com pouca necessidade de ser atualizado quase 40 anos mais tarde. Talvez Michael Davis tenha sido muito amável com o Concílio, mas existem muitas verdades importantes no livro, motivo pelo qual pode ser calorosamente recomendado a qualquer um que esteja iniciando seus estudos sobre ele. Especialmente interessante é o Apêndice VI, que consiste em uma revisão escrita pelo Professor Louis Salleron, em 1936, sobre o até então recém-surgido livro Humanismo Integral, do filósofo francês Jacques Maritain (1882-1973). Este livro interessou tanto a um padre italiano, Giovanni-Battista Montini, que ele o traduziu para o italiano. Mais tarde, tornou-se o Papa Paulo VI, o principal arquiteto do Vaticano II. Assim, Salleron desenterra as raízes do Concílio, 26 anos de ele começar.

Humanismo Integral apresenta a visão de Maritain sobre um novo futuro para uma remodelada Cristandade. A civilização burguesa está condenada, mas ao invés de a Igreja continuamente condenar a centralização do homem do humanismo, que permitiu a ascensão da Revolução Francesa (1789), que permitiu a ascensão daquela burguesia, a Revolução precisa ser reconhecida como parte de um processo histórico contínuo e inevitável, o qual o Cristianismo pode e deve aceitar. Por esse meio, enquanto todo o curso da história moderna não pode ser parado, não obstante, por Cristo o humanismo pode se tornar verdadeiramente, completamente humano, transformando-se em um “humanismo integral”. O Cristianismo, então, reconstruído sobre fundações modernas, trará Cristo ao homem moderno e o homem moderno a Cristo: eis a admirável intenção de Maritain, de Paulo V e de Dom Fellay.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

É sempre preciso confessar-se antes de Comungar?





Discípulo — Diga-me, Padre, será preciso confessar-se toda vez que vamos comungar?

Mestre — Para quem se acha em pecado mortal é claro que a confissão é necessária.

D. —E se hoje por exemplo não tenho tempo ou não consigo confessar-me e digo: “Bom, amanhã me confessarei; no entanto hoje vou comungar”, faço mal?

M. — Se você sabe que está em pecado mortal, cometerá um sacrilégio.

D. Então, não há exceção nem pretextos que valham?

M. — Absolutamente não. Nem razões, nem pretextos, nem desculpas; nada. Se alguém não pode ou não quer confessar-se, também não comunguem. Deixando a comunhão não fará nenhum pecado; invés, se comungar em pecado mortal, perpetrará sempre um sacrilégio. São Paulo e Santo Tomás dizem terminantemente: Examine-se antes o homem… Antes de comungar, entre cada um em sua consciência e veja se cometeu algum pecado mortal; se verdadeiramente certificar-se disso, deixe a comunhão, não vá receber a própria condenação.

D. — Então, Padre, não basta arrepender-se dos pecados e fazer o propósito? É preciso também a confissão?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Lutero no Inferno: a visão da beata Serafina Micheli




“Ele se distinguia dos outros porque estava rodeado de demônios que o obrigavam a ficar de joelhos.”
Luis Dufaur
Em 1883 a Bem-aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha.
Eisleben é a cidade natal de Lutero. E, naquele dia comemorava-se o quarto centenário do nascimento daquele grande heresiarca (10 de novembro de 1483).
Lutero dividiu a Igreja e a Europa. Dessa divisão adviram crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.
A população aguardava o imperador alemão Guilherme I que devia presidir as solenidades.
A futura beata não se interessou pela agitação e seu único desejo era encontrar uma igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado.
As igrejas estavam fechadas e já era noite.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Homilia - XX Domingo depois de Pentecostes