quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Imitação de Cristo - Tomas de Kempis - LIVRO III - CAPITULO VI


A IMITAÇÃO DE CRISTO - TOMAS DE KEMPIS


LIVRO TERCEIRO
CAPÍTULO 6
Da prova do verdadeiro amor
Jesus: Filho, não és ainda forte nem prudente no amor.
A alma: Por que, Senhor?
Jesus: Porque por qualquer contrariedade deixas o começado e com ânsia excessiva procuras a consolação. O homem forte no amor permanece firme nas tentações e não dá crédito às astuciosas sugestões do inimigo. Assim como lhe agrado na prosperidade, não lhe desagrado nas tribulações.

1.       Quem ama discretamente não considera tanto a dádiva de quem ama, como o amor de quem dá. Atende mais à  intenção que ao valor do dom, e a todas as dádivas estima menos que o Amado. Quem ama nobremente não repousa no dom, mas em mim acima de todos os dons. Nem tudo está perdido, se sentires, às vezes, menos devoção, a mim ou meus santos, do que desejaras. Aquele sentimento terno e doce que experimentas, às vezes, é efeito da graça presente, um como que antegosto da pátria celestial; nele não te deves firmar muito, porquanto vai e vem. Mas pelejar contra os maus movimentos do coração e desprezar as sugestões do demônio é sinal de virtude e grande merecimento.

2.       Não te perturbem, pois, estranhas imaginações, oriundas de matéria qualquer. Guarda firme teu propósito, e tua reta intenção fixa em Deus. Não é ilusão o seres, alguma vez, subitamente arrebatado em êxtase, e logo depois caíres de novo nos costumados desvarios do coração. Porque mais os padeces contra a vontade do que és causa deles, e enquanto te desagradarem e os repelires, serão para ti ocasião de merecimento e não de perdição.

3.       Fica sabendo que o antigo inimigo de todos os modos se esforça por impedir-te os bons desejos e apartar-te de todos os exercícios devotos, nomeadamente da veneração dos santos, da devota memória de minha paixão, da salutar lembrança dos pecados, da vigilância sobre o próprio coração e do firme propósito de aproveitar na virtude. Sugere-te muitos maus pensamentos para te causar tédio e horror e arredar-te da oração e leitura espiritual. Desagrada-lhe muito a confissão humilde e, se pudesse, far-te-ia abandonar a comunhão. Não lhes dês crédito, nem faças caso dele, posto que muitas vezes de arme laços e enganos. Leva à sua conta os pensamentos maus e desonestos que te sugere. Dize-lhe: Retira-te, espírito imundo, desgraçado, sem-vergonha; muito perverso deves ser para me insinuares tais coisas! Vai-te daqui, malvado sedutor, não terás em mim parte alguma, que Jesus estará comigo, qual guerreiro invencível, e tu ficarás confundido. Antes quero morrer e sofrer todos os tormentos, que te fazer a vontade; cala-te e emudece; não te escutarei, por mais que me molestes. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei. Levante-se embora contra mim um exército, não temerá meu coração. O Senhor é meu socorro e meu Salvador (Sl 26, 1.6; 18,17).

4.      Peleja como bom soldado e, se alguma vez caíres por fraqueza, torna a cobrar maiores forças que as anteriores, tendo certeza que receberás mais copiosa graça; acautela-te, porém, muito contra a vã complacência e a soberba. Por falta desta vigilância andam muitos enganados e caem, às vezes, em cegueira incurável. A ruína destes soberbos, que loucamente presumem de si próprios, sirva-te de cautela e te conserve na virtude da humildade.

O Martírio de São João Batista


(Caravaggio)
Os Santos Padres que a prisão de São João se efetuara em dezembro, tendo o Santo ficado encarcerado até agosto do ano seguinte. Era em agosto que Herodes festejava pomposamente o seu aniversário natalício. Ao suntuoso banquete estavam presentes muitos convivas, entre estes os Príncipes da Galiléia.  Fazia parte do programa uma dança oriental executada pela filha de Herodíades, chamada Salomé.  Tão bem a jovem desempenhou o papel de dançarina, que Herodes, para lhe mostrar seu contentamento, prometeu dar-lhe tudo o que pedisse, ainda que fosse a metade do reino. 

Esta promessa, tão levianamente emitida, o rei ainda a confirmou com um juramento. Salomé, tão admirada quão perplexa, diante dessa inesperada liberalidade do monarca, foi ter com a mãe, para saber o seu parecer. Herodíades achou chegado o momento de livrar-se do odiado profeta, e nenhum instante hesitou. "Vai - disse à filha resolutamente - e pede a cabeça de João Batista". Sem pestanejar e afoitamente, a leviana dançarina transmitiu a ordem da mãe ao Rei e disse-lhe em voz alta, para que todos pudessem ouvir: "Quero que me dês num prato, a cabeça de João Batista". Ao ouvir um pedido tão bárbaro e desapiedado, Herodes apavorou-se mas, não querendo desapontar a moça e lembrando-se do juramento que fizera, anuiu e mandou o algoz ao cárcere onde João se achava. A ordem de decapitá-lo foi cumprida imediatamente e pouco momento depois, Salomé teve satisfeito o seu desejo: a cabeça de João Batista, apresentada num prato.
 
Os discípulos, logo que souberam do crime, retiraram o corpo do querido mestre do cárcere e deram-lhe honroso enterro. 
 
Os assassinos não escaparam do castigo de Deus. O Rei da Arábia, cuja filha, esposa de Herodes, por este tirano tinha sido repudiada, abriu campanha contra o adúltero, venceu-o e exilou-o. O imperador de Roma, por sua vez, desterrou-o para Lion, na Gália. Assim, abandonado por todos, fugiu com Herodíades para a Espanha, onde ambos morreram na maior miséria. Consta que Salomé,  ao atravessar em pleno e regiroso inverno um rio coberto de gelo, este cedeu e os pedaços de gelo, chocando-se um contra o outro, cortaram-lhe a cabeça. 
 
O martírio de São João se deu um ano antes da morte de Nosso Senhor. O corpo do Santo foi enterrado na Samaria. Seu túmulo foi profanado em 362 pelos pagãos. Piedosos monges salvaram pequenos restos que foram entregues a Santo Atanásio, em Alexandria. 
 
A cabeça de São João Batista foi encontrada em Emese, na Síria em 453 e é hoje a relíquia mais insigne da catedral de Breslau. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um Pensamento Simples - Chesterton



Um Pensamento Simples

Gilbert Keith Chesterton
Traduzido por Antonio Emilio Angueth de Araujo
Capítulo do livro The Thing (A Coisa), publicado em 1929
                           


Muitos homens retornariam à fé e moral dos velhos tempos se conseguissem alargar suas mentes o suficiente. É principalmente estreiteza mental que os mantém na rotina da negação. Mas esse alargamento é facilmente mal-entendido, porque a mente deve se alargar para perceber as coisas simples; ou mesmo as coisas auto-evidentes. Precisa-se de um esforço de imaginação para perceber os objetos óbvios contra um fundo óbvio; e especialmente os objetos grandes contra um fundo grande. Há sempre o tipo de homem que não consegue perceber nada exceto uma mancha no carpete, pois não consegue perceber o carpete. E isso tende à irritação, que ele pode exagerar e transformar numa rebelião. Então há o tipo de homem que percebe somente o carpete, talvez porque seja um carpete novo. Isso é mais humano, mas pode estar manchado de vaidade e mesmo vulgaridade. Há o homem que pode ver somente a sala acarpetada; e isso tenderá a isolá-lo demais das outras coisas, especialmente dos quartos dos empregados. Finalmente, há o homem com larga imaginação, que não consegue se sentar num cômodo acarpetado, ou mesmo no quarto de despejo, sem perceber, a todo o momento, o contorno de toda a casa contra seu fundo aborígene de terra e céu. Ele, compreendendo que o teto foi feito, desde o início, como uma proteção contra o sol ou a neve, e a porta contra o frio ou a lama, saberá melhor que o restante dos homens – e não pior –as regras internas. Ele saberá melhor que o primeiro homem que não deve haver mancha no carpete. Mas ele saberá, diferentemente do primeiro homem, porque há um carpete.

Ele considerará da mesma maneira uma nódoa ou mancha nos registros de sua tradição ou credo. Não a explicará ingenuamente; não a desprezará. Ao contrário, ele a verá de maneira muito simples; mas ele também a verá de maneira muito ampla; e contra um fundo de coisas amplas. Fará o que seus críticos nunca farão, de forma alguma; ele verá as coisas óbvias e fará as perguntas óbvias. Pois quanto mais eu leio a crítica religiosa moderna, especialmente a que se refere à minha própria religião, mais me impressiono com a acanhada concentração e a incapacidade imaginativa de considerar o problema como um todo. Li recentemente uma condenação muito moderada de práticas católicas, vinda dos EUA, onde as condenações estão longe de ser moderadas. Ela toma a forma, de maneira geral, de um enxame de questões, perguntas que eu estaria muito disposto a responder. Contudo, estou vivamente consciente das grandes questões que não foram formuladas.

E sinto, acima de tudo, este fato simples e esquecido; que se certas acusações são ou não são verdadeiras em relação aos católicos, elas são inquestionavelmente verdadeiras em relação aos demais. Nunca ocorre ao crítico fazer algo tão simples quanto comparar o que é o católico com o que é não-católico. Uma coisa que nunca parece passar pela sua mente, quando ele discute o que é a Igreja, é a simples questão do que seria do mundo sem ela.

Isto é o que eu considero ser estreito demais para perceber a casa chamada Igreja contra o fundo chamado cosmos. Por exemplo, o escritor a que me refiro entrega-se a milhares de repetições mecânicas da acusação de repetições mecânicas. Ele diz que repetimos orações e outras formas verbais sem pensar nelas. E, sem dúvida, há muitos simpatizantes dessa acusação que a repetirá sem pensar. Mas, antes que expliquemos o real ensinamento da Igreja sobre tais coisas, ou antes que citemos suas inúmeras recomendações sobre atenção e vigilância, ou que possamos expor a razão de razoáveis exceções que ela permite, há uma grande, uma simples e luminosa verdade sobre toda a situação que qualquer um pode ver, desde que ande de olhos abertos. É o fato óbvio de que TODAS as formas humanas de discurso tendem a se fossilizar em formalismos; e que a Igreja é um caso único na história, não de uma língua morta dentre línguas eternas; mas, ao contrário, como tendo preservado uma língua viva num mundo de línguas moribundas. Quando o grande clamor grego se transformou no latim da Missa, tão antigo quanto a própria cristandade, pode surpreender alguns que há muitos na igreja que realmente dizem KYRIE ELEISON e dizem-no sinceramente. De qualquer forma, dizem-no muito mais sinceramente do que um homem que começa uma carta com “Caro senhor”. “Caro” é enfaticamente uma palavra morta; naquele lugar, ela já não significa nada. É exatamente o que os protestantes chamam de ritos e formalidades papais; são feitos rapidamente, ritualmente e sem a memória do significado do rito. Quando o Sr. Jones, o pretendente, usa essa palavra ao se dirigir ao Sr. Brown, o banqueiro, ele não quer dizer que o banqueiro lhe seja querido, ou que seu coração esteja cheio de amor cristão, nem mesmo tanto quanto o coração de algum pobre e ignorante papista que assista a Missa. Mas a vida ordinária, alegre e pagã está simplesmente transbordante de tais palavras mortas e cerimônias insignificantes. Você não escapará delas escapando da Igreja e entrando no mundo. Quando o crítico em questão, ou milhares de críticos como ele, diz que exigimos apenas uma assistência material e mecânica à Missa, ele diz algo que NÃO é verdade sobre os sentimentos de um católico normal em relação aos Sacramentos Católicos. Mas ele diz algo que É verdade sobre a assistência oficial das funções oficiais ordinárias, sobre as recepções ministeriais ou na Corte, e sobre três quartos dos encontros sociais e das visitas de cortesia que ocorrem na cidade. Esse enfraquecimento da ação social repetida pode ser uma coisa inofensiva; pode ser uma coisa melancólica; pode ser a marca da Queda do Homem; pode ser qualquer coisa que o crítico escolha pensar. Mas aqueles que fazem, centenas e centenas de vezes, a acusação especial e concentrada contra a Igreja, são homens cegos para a totalidade do mundo humano em que vivem e são incapazes de ver qualquer coisa, exceto a coisa que caluniam.

Há, nessa área, inúmeros outros casos dessa inconsciência estranha e sinistra. O escritor reclama que padres são levados cegamente à vocação e não entendem as responsabilidades nela envolvidas. Isso também já ouvimos antes. Mas raramente a ouvimos de forma tão extraordinária quanto em sua afirmação de que um homem se compromete com o sacerdócio quando ainda é “uma criança”. Ele parece nutrir idéias estranhas e elásticas quanto à duração da infância. Como observou o Sr. Michael Williams, em sua ponderada e esclarecedora coleção de ensaios, “Catolicismo e Mente Moderna”, isso é brincar com uma matéria de fato, desde que um padre tem no mínimo 24 anos quando toma votos. Mas, aqui e de novo, sou assombrado pela imensa, nua, e mesmo assim, desprezada comparação entre a Igreja e tudo o mais fora dela. Muitos críticos do catolicismo declaram-no destrutivo ao patriotismo; e esse crítico diz algo sobre as desvantagens da Igreja estar meramente “ligada a uma diocese italiana.” Bem, eu mesmo fui sempre defensor do culto ao patriotismo; e nada que eu diga aqui tem alguma ligação com o que é normalmente chamado de pacifismo. Penso que nossos amigos e irmãos empreenderam, dez anos atrás, uma guerra justa contra o duro paganismo do norte; penso que o prussianismo que eles venceram era o orgulho congelado do inferno; e aqueles que morreram estão, talvez melhor que nós que vivemos para ver quão má a Paz pode ser.

Mas, e quando falamos sobre a Igreja envolver jovens com votos? O que devemos dizer àqueles que contrapõem patriotismo ou cidadania pagão à Igreja nessa questão? Eles convocam, usando de violência, garotos de 18 anos, eles aplaudem voluntários de 16 anos que dizem ter 18, lançam milhares deles num enorme forno ou câmara de tortura, do qual sua imaginação nada consegue conceber e do qual sua honra os proíbe de escapar; eles os mantêm nesses horrores ano após ano sem qualquer esperança de qualquer vitória; e os matam como moscas, aos milhões antes que comecem a viver. Isso é o que o Estado faz; isso é o que o Mundo faz; isso é o que faz a sociedade protestante, prática, razoável e secular. Depois disso, eles têm a impressionante imprudência de reclamar de nós porque, ao tratar com uma minoria de especialistas, permitimos a um homem finalmente escolher uma vida de caridade e paz, não somente muito depois que ele tenha passados dos 21 anos de idade, mas quando ele esteja já bem próximo dos 30, e depois que tenha tido aproximadamente 10 anos para pensar se ele quer isso ou não.

Em resumo, o que sinto falta em tudo isso é a coisa óbvia: a comparação da Igreja com o mundo fora dela, ou a ela oposto, ou o mundo oferecido como o substituto da Igreja. E o fato é que o mundo fará tudo o que sempre acusou a Igreja de fazer, e fá-lo-á de uma maneira muito pior, e em muito maior escala, e (o que é o pior e mais importante) sem qualquer padrão de retorno à sanidade ou qualquer motivo para um movimento de arrependimento. Os abusos católicos podem ser “reformados”, porque há a admissão de uma forma. Os pecados católicos podem ser expiados, porque há um teste e um princípio de expiação. Mas onde mais, no mundo de hoje, há um tal teste ou padrão; ou algo exceto um temperamento em permanente mudança, que faz do patriotismo uma moda, dez anos atrás, e do pacifismo uma moda, dez anos depois?

O perigo hoje é que os homens não tenham alargado suficientemente suas mentes para entender as coisas óbvias; e esta é uma delas. É que os homens acusam a tradição de Roma de ser meio-pagã e então se refugiam num completo paganismo. É que os homens reclamam porque os cristãos se infectaram de paganismo; e então fogem da praga e se refugiam na pestilência. Não há um único desses defeitos alegados contra a instituição católica que não seja ainda mais flagrante e mesmo gritante em todas as outras instituições. E é para essas outras instituições, o Estado, a Escola, a máquina moderna de cobrança de impostos e policiamento, que essas pessoas realmente se voltam à procura de socorro contra a superstição de seus pais. Esta é a contradição; esta é a colisão destruidora; este é o desastre intelectual inevitável no qual eles já se envolveram; e temos apenas de esperar tão pacientemente quanto pudermos para ver quanto tempo eles ainda levarão para perceberem o que aconteceu.

Novena a Santo Agostinho de Hipona


Novena a Santo Agostinho


Oração para todos os dias:
Peregrino e enfermo, volto a Vós, Deus meu, cansado de peregrinar fora de Vós, e agoniado pelo grave peso de meus males.
Tive visto; tive experimentado: fora de Vós não há abrigo, nem fartura, nem descanso, nem bem algum que sacie os desejos da alma que criaste.
Eis-me, pois, aqui, desnudo e faminto e miserável, oh!Deus de minha saúde!
Abri-me as desejadas portas de vossa casa; perdoai-me; recebei; sanai de todas minhas enfermidades; ungi-me com o óleo de vossa graça, e dai-me o prêmio de paz que prometestes ao pecador contrito e humilhado.
A quem, senão a Vós, chamarei, desde o profundo abismo de meus males.
Oh!Deus meu e misericórdia minha.
Como o cervo ferido deseja a corrente das águas, assim minha alma corre a Vós, sedenta de vosso amor, e deseja vosso rosto amabilíssimo.
Oh! Verdade! Oh! Beleza infinitamente amável de Deus! quão tarde vos amei!, quão tarde vos conheci! e quão infeliz foi o tempo em que não vos ame nem conheci!
Meus delitos me tem envilecido; minhas culpas me têm afetado; minhas iniqüidades têm sobrepujado, como as ondas do mar, por cima de minha cabeça.
Quem me dera, Deus meu, um amor infinito para amar-vos, e uma dor infinita para arrepender-me do tempo em que não vos ame como devia!
Mas, em fim, vos amo e vos conheço, Bem sumo e Verdade suma, e com a luz que Vós me dais me conheço e me aborreço, pois eu tenho sido o principio e a causa de todos os meus males.
Que eu Vós conheça, Deus meu, de modo que vos ame e não vos perda!
Conheças a mim, de sorte que consiga arrepender-me e não me busque em coisa alguma minha felicidade a não ser em Vós, Senhor meu!
Ame-Vos eu, meu Deus, e suma Riqueza de minha alma, de modo que mereça possuir-Vos! E aborreça-me a mim de modo tal que me veja livre da grande miséria de mim mesmo!
Morra eu a mim, que sou causa de minha morte, para não morrer com morte sempiterna! E viva eu para Vós, Deus meu e Vida minha, de modo que Vós sejas minha verdadeira vida e minha Saúde perfeita para sempre! Amém.

Oração final para todos os dias:

Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho Doutor sapientíssimo da graça, Custodio fidelíssimo da fé, Patriarca felicíssimo da grande família agostiniana e de tantas famílias religiosas que abraçaram vossa apostólica Regra, como amplíssimo caminho de perfeição e santidade!
Recordai-vos, na abundância de vossa glória e nas eternas alegrias da pátria, dos que todavia gememos na tribulação e no desterro; não vos esqueçais em vosso coração, cheio já dos deleites de Deus, dos Filhos, dos amigos, dos pecadores, que vos chamam e buscam como a um pai, como a amigo. Como um poderoso mediador ante o Deus das misericórdias e das justiças sempiternas. Volte a tratar com santidade para com o ímpio, da justiça com o injusto, da ordem e da paz com os que imperam e governam, do salário da eternidade com os obreiros do tempo, do gozo e da posse do sumo bem com todos os filhos da dor e do trabalho. Volte a cair sobre a terra o rocio de vossa palavra! Voltem a florescer as santidades nos claustros vossos monges e de vossas virgens! Volte, como em dias de triunfo, a respirar com alegria a militante Igreja sob a sombra de vosso báculo! Pai e Pastor amantíssimo, que não querias vossa salvação senão salvando a vosso povo: não vos esqueçais agora, que estais no lugar seguro, de nós que nos achamos todavia em meio da batalha e do perigo; cobri-nos a todos sob as alas de vossa caridade e vosso zelo; guardai-nos a todos no redil do Divino Pastor, Cristo; conduzi-nos pela senda feliz de sua Lei, e levai-nos convosco aos eternos passos de sua glória, onde juntamente convosco nos vejamos na inefável companhia do Pai e do Espírito Santo, e Ele seja nosso Deus, e nós sejamos seu povo pelos séculos dos séculos. Amém.

Rezar a Oração correspondente ao dia: 
Primeiro Dia:
Começar com a oração inicial para todos os dias
Vocação divina.
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos retíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predileção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho. 
Terminar com a oração final para todos os dias:

Segundo Dia:
Conversão a Deus.
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que na hora feliz de vossa conversão a Deus fostes iluminado de tal modo pela luz da verdade divinamente revelada, que em vossa inteligência não sobrou lugar algum para as trevas que a obscureciam, nem em vosso Coração escorria algum dos amores da terra, e naquele ponto tornastes um doutor e mestre de uma ciência divina que antes não compreendias, e resplandecente de uma caridade tão nova e tão divina que vos fez aborrecer tudo o que antes amavas: Alcançai-nos do Deus de toda piedade e misericórdia a graça de converter-nos a Ele de tal maneira que não habite jamais em nós a cegueira e corrupção do homem velho, e sejamos vestidos totalmente de luz e da graça do novo Adão, Jesus Cristo Senhor Nosso, o qual seja nossa vida e nosso amor pelos séculos dos séculos. Amém
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

Terceiro Dia :
Perseverança.
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que desde o dia feliz de vossa conversão soubestes já correr e saltar com alegria pelos caminhos do temor do Senhor, sem desfalecer jamais, nem voltar os olhos as antigas sendas de vossa juventude, porque na escola daquele santo temor aprendestes a sabedoria, a disciplina, a justiça e a equidade, que foram coroa de graças para vossa cabeça e colar de pérolas preciosas para vossa alma: alcançai-nos do Deus de toda Providência e sabedoria e aquela sagacidade que faz sábios aos meninos, e aquele entendimento que da prudência aos adultos, para que sejamos aprendizes de vossos altíssimos exemplos, até conseguir, como vós, o premio dos que vencem e a coroa dos que triunfam em Jesus Cristo Nosso Senhor pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho

Quarto Dia
Castidade.
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que, desde o dia em que felizmente rompestes as cadeias da antiga servidão do pecado, de tal modo vos consagrastes a Deus e ao estudo da verdadeira sabedoria, que não quisestes outra esposa que a excelsa virtude da castidade, e nela soubestes encontrar a veia do contentamento e da alegria de vosso coração, aborrecendo para sempre as turvas e corrompidas águas das cisternas da terra: alcançai-nos do Deus poderoso das virtudes a graça de saber desatar nos de todo vínculo, não santo, de carne e sangue, de modo que permaneçamos livres, puros e castos, como anjos de Deus, sobre a terra, para que sejamos dignos, um dia, de alcançar, como vós, o premio dos limpos de coração, que é ver a Deus, frente a frente, entre os incriados resplendores de sua glória pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

Quinto Dia:
Pobreza
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que, ao sumergir-vos nas águas purificadoras do Batismo, de tal modo vos desnudastes, naquele instante, do afeto as coisas da terra, que já não pensastes senão em abraçar-vos com a apostólica virtude da pobreza, e não contente com abraçá-la e pratica-la, com a incrível estima de sua beleza, persuadistes a muitos e sobre ela fundastes o edifício imenso de vossa admirável e Santa Religião: alcançai-nos, do Deus que vos inspirou tanto amor a perfeitíssima pobreza, a graça de viver e morrer, como verdadeiros pobres de Cristo, despossuidos de todo apego às coisas perenes da terra, e fixo sempre o Coração e o pensamento nos bens eternos do céu, para que, livres do peso inútil daquelas coisas passageiras, mereçamos, como vós, a posse feliz das coisas do céu pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

Sexto Dia:
Obediência
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que, desde o dia para sempre memorável em que vos incorporastes a Igreja de Cristo, de tal modo reconhecestes sua divina autoridade sobre os homens, que confessavas não poder ser filho da fé se não o fostes antes da Igreja, e com a palavra e o exemplo confirmastes aos fiéis na universal e absoluta submissão a cátedra de São Pedro: alcançai-nos, do Deus que se fez a si mesmo obediente até a morte, a graça de não nos separarmos jamais da unidade santa de sua Igreja e de render nosso juízo e vontade aos Prelados que em nome da Igreja nos governam, com aquela docilidade que é porta infalivel da eterna vida, a fim de que mereçamos, um dia, as vitórias dos que dignamente obedecem e a glória dos que sabiamente se humilham pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

                                                           Sétimo Dia:
Humildade
Gloriosíssimo pai Santo Agostinho, que, e rodeado dos esplendores da dignidade altíssima de que vos haveis investido na Igreja de Deus, não vos esquecias de olhar ao abismo da humana fragilidade e miséria, e, embriagado do vinho generoso da compunção pelos passados extravios de vossa juventude, vos confessastes a perante o mundo para vossa humilhação e justíssima glória e glorificação da graça e das grandes misericórdias do Senhor: alcançai-nos do Deus justíssimo e misericordiosíssimo, que abate até o inferno aos soberbos e exalta até sua glória aos humildes, a graça de adorar com reverencia seus tremendos juízos, reconhecendo com verdadeira luz nossos pecados, e confessando com amor suas divinas misericórdias, para que, livres da confusão e ignomínia dos soberbos. mereçamos, um dia, ser exaltados como os humildes, entre os verdadeiros filhos de Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

Oitavo Dia:
Santidade
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, "belo sol" entre os Doutores da Igreja; "lua cheia" entre os sábios de todos os tempos, que de vós tomam a sombra da sabedoria; "alto cipreste" entre os confessores, por vossa magnanimidade e fortaleza; "fresco e fragantíssimo lírio" entre os castos e inocentes, que não haveis manchado nunca a branca estola do batismo que uma vez recebestes; "árvore de oloroso incenso" pela devoção e contemplação com que penetrastes os mistérios divinos; "arco-íris" de paz entre Deus e os homens em dias calamitosos e terríveis para todo o mundo; "lindíssima palmeira, rodeada de ramos e carregada de preciosíssimos frutos", como Pai e Patriarca de uma grande família de monges e de virgens; "rico vaso de ouro, guarnecido de pedras preciosas", porque resplandeceis entre os Santos pela beleza e variedade de vossas virtudes e pelo brilho de vossa caridade sem defeitos: alcançai-nos do Deus três vezes Santo e Amador de toda santidade a graça de ser, a semelhança vossa, sábios na doutrina, magnânimos na fortaleza, imaculados nas costumes, amantes da Oração e do retiro, pacíficos com todos nossos irmãos, resplandecentes com a luz do bom exemplo, e em toda virtude ricos, cheios e perfeitos, de acordo a nossa vocação e estado, de modo que mereçamos, algum dia, estar onde vós estais entre os santos pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

Nono Dia:
Zelo
Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, zelosíssimo defensor da honra do Altíssimo, que, inflamado na chama de um zelo abrasador e divino, tirastes da terra as abominações da impiedade; procurastes de mil modos a saúde de todas as gentes, e velastes pela glória do Senhor, pelo decoro de seu templo e a santidade de seus sacerdotes: alcançai-nos do Deus Santíssimo e zelosíssimo da glória de sua nome, e que tem por nome "fogo abrasador", que se digne acender em nossos corações aquele sagrado fogo que abrasava o vosso, a fim de que arda sempre em nós aquele zelo que purifica e não destrói, que corrige e não afronta, que tudo repara e edifica, mas nunca se envanece com o triunfo, porque da toda a glória Deus somente pertence, a quem somente se deve e a quem seja toda honra e toda a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
Meditemos uns instantes e peçamos a graça que desejamos conseguir nesta Novena.
Três Pai-Nossos, Ave-Maria e Glórias a Santíssima Trindade, em memória da devoção com que venerou este Mistério o grande padre e Doutor da Igreja Santo Agostinho.

Fonte: Ave Crux, Spes Unica

Rezai o Santo Rosário!



"Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Através dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranqüilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade”. (São Luís Maria Grignion de Montfort)

28 de Agosto - Santo Agostinho - Bispo, Confessor e Doutor da Igreja



   

“Tarde Vos amei,
ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde Vos amei!
Eis que habitáveis dentro de mim,
e eu, lá fora, a procurar-Vos!
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes.
Estáveis comigo e eu não estava Convosco!
Retinha-me longe de Vós
aquilo que não existiria,
se não existisse em Vós.
Porém, chamastes-me,
com uma voz tão forte,
que rompestes a minha Surdez!
Brilhastes, cintilastes,
e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes Perfume:
respirei-o, a plenos pulmões, suspirando por Vós. Saboreei-Vos e, agora, tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e ardi, no desejo da Vossa Paz”





Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, província de Souk Ahras, na época uma província romana no norte da África, na atual Argélia, filho de pai pagão, chamado Patrício e mãe católica, Mônica. Foi educado no norte da África e resistiu aos ensinamentos de sua mãe para se tornar cristão. Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Era filho de mãe que seguia o cristianismo, porém seu pai era pagão. Logo, em sua formação, teve importante influência do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos). Santo Agostinho ensinou retórica nas cidades italianas de Roma e Milão. Nesta última cidade teve contato com o neoplatonismo cristão. Viveu num monastério por um tempo. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu diversos sermões importantes. Em “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho combate às heresias e a paganismo. Na obra “Confissões” fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo.
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina.
Para o bispo, nada era mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada, levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada anteriormente por Deus. As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média.
Morreu em 28 de agosto (dia suposto) de 420, durante um ataque dos vândalos (povo bárbaro germânico) ao norte da África.
Santo Agostinho é considerado o santo protetor dos teólogos, impressores e cervejeiros. Seu dia é 28 de agosto, dia de sua suposta morte.

Algumas obras de Santo Agostinho:

- Da Doutrina Cristã (397-426)
- Confissões (397-398)
- A Cidade de Deus (413-426)
- Da Trindade (400-416)
- Retratações
- De Magistro
- Conhecendo a si mesmo


Frases e Pensamentos de Santo Agostinho:

- "Se dois amigos pedirem para você julgar uma disputa, não aceite, pois você irá perder um amigo. Porém, se dois estranhos pedirem a mesma coisa, aceite, pois você irá ganhar um amigo."
- "Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que entendemos sobre a natureza."
- "Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor."
- "Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você."
- "Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita."
- "A pessoa que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."
- "A confissão das más ações é o passo inicial para a prática de boas ações."
- "A verdadeira medida do amor é não ter medida."
- "Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio."


Fonte: As Escravas de Maria

Uma História que Retrata o Valor da Penitência













Nesta carta, gostaria de compartilhar com vocês um pensamento muito útil da Santa Emília. Ela foi Superiora de um Convento de Dominicanas, e como tal exerceu sua função com grande dedicação e preocupação pela santificação das Irmãs a ela confiadas. Uma das suas recomendações preciosas foi o pedido de entregar todas as mortificações ao Anjo da Guarda para que de pudesse aproveitar destes méritos quando elas se encontrasse no Purgatório, passando a última purificação dolorosa.

Havia neste Convento, uma irmã, a qual Emília recusou várias vezes que tomasse água fora das refeições, recomendando que  oferecesse essa renúncia em união com o Divino Salvador, que na Cruz passou por uma sede devoradora. Esta irmã morreu ainda jovem e três dias após sua morte disse a Emília que devia ter  passado tempos no purgatório se não tivesse chegado seu Anjo da Guarda para apagar as chamas que a rodeavam. Ele apagou estas chamas com aquela água, à qual tinha renunciado tão dolorosamente, mas com espírito de sacrifício. Por isso, ela podia subir ao céu. 

Hoje não se fala muito de sacrifício Mas penso que esta história nos mostra de maneira muito bela o bem que podemos fazer a nós mesmos e a muitas almas, com tudo que para nós é desagradável, se soubermos aproveitar bem disto. 

Portanto, não hesitemos em confiar ao nosso Anjo da Guarda os nossos "copos de água' Hoje, ele fica feliz com isso, e futuramente, nós Ihe agradeceremos também.

                                                                     Padre Simon.