sexta-feira, 16 de maio de 2014

Como Deus ama os santos, apesar de seus defeitos e imperfeições.




Todo o homem, por mais santo que seja, tem imperfeições, visto que foi feito do nada; de forma que não prejudicamos aos santos, se, ao narrarmos as suas virtudes, contamos também os seus pecados e imperfeições . Aqueles que ocultam os defeitos e faltas dos santos , com o pretexto de os honrar, fazem mal, porque não contam o princípio da sua conversão, com medo que diminua a estima em que temos a sua santidade. Todos os grandes santos, escrevendo as vidas de outros santos, narraram sempre as faltas e imperfeições, pensando, e com razão, dar nisto tanta glória a Deus e aos seus mesmos santos como narrando as suas virtudes.

O grande São Jerônimo, escrevendo em epitáfio, os louvores e as virtudes de Santa Paula, explica claramente as suas imperfeições, condenando com toda a lisura muitas das suas ações e sendo sempre claro e sincero ao escrever as suas virtudes e defeitos, pois sabia que uma coisa lhe era tão útil como a outra; porque vendo os defeitos dos santos e a sua vida, bastá-nos, para conhecermos a vontade de Deus, que lhes perdoou; e nos ensina a evitá-los e a fazer deles penitência como os santos fizeram, assim como lemos as suas virtudes para o imitar.

Quando os mundanos querem elogiar as pessoas que estimam, contam sempre as suas graças, virtudes, perfeições e excelências, dando-lhes todos os títulos e dignidades honrosas, procurando encobrir os seus  pecados e imperfeições, e esquecendo tudo o que os poderia tornar desprezíveis. Mas a Santa Igreja nossa mãe faz o contrário; porque embora ame muito os,  seus filhos, contudo, quanto os quer louvar e exaltar, conta exatamente os pecados que cometeram antes da conversão, para dar mais honra e glória á majestade d'Aquele que os santificou, fazendo brilhar sobre eles a sua infinita misericórdia, pela qual os levantou da sua miséria e pecados, enchendo-os de graça e dando-lhes o seu santo amor, afim de chegarem a santidade.

É fora de dúvida que a Igreja, contando e escrevendo os pecados dos santos, não tem intenção senão de nos mostrar que não quer que nos admiremos e aterremos com os pecados passados e as misérias presentes, contanto que tenhamos uma resolução firme e inabalável de pertencer a Deus, e de abraçar a perfeição, e todos os meios que nos podem adiantar no amor divino, fazendo com que esta resolução seja eficaz, e produza obras. As nossas misérias e fraquezas, em vez de nos aterrarem, devem-nos humilhar e lançar nos braços da misericórdia divina, que será tanto mais glorificada, quanto maiores forem as misérias, contanto que delas nos emendemos; o que devemos esperar mediante a graça de Nosso Senhor.

O grande São Crisóstomo, falando de São Paulo, louva-o o mais que pode e fala dele com tanta honra e estima, que é coisa admirável a narração das virtudes, graças, prerrogativas, excelências e perfeições de que Deus encheu a alma daquele santo apóstolo: mas, após isto, este mesmo Doutor, para mostrar que essas graças não vêm dele mas da infinita bondade de Deus, fala também dos seus defeitos, e narra com exatidão os seus pecados e imperfeições.

Vede, diz ele, como este grande perseguidor da Igreja, Deus fez um vaso de eleição, e como transformou este grande pecador, fazendo de um lobo uma ovelha; vede como encheu de graças a este ambicioso e iracundo, tornando-o tão submisso, que chega a dizer: "Senhor! Que vos agrada que eu faça?" E tão humilde que diz ser o menor dos apóstolos e o maior dos pecadores; que se faz tudo para todos, é para os ganhar para Jesus: "Quem está doente, diz ele, com o qual eu não esteja doente? Quem está triste, com o qual eu não me entristeça? Quem está alegre com o qual eu não me alegre também? Quem se escandaliza com que eu não me escandalize?" Os antigos Padres, ao contarem a vida dos santos, eram exatos em contar os pecados e faltas deles, para exaltarem e glorificarem a bondade divina, fazendo ver a eficácia da graça por cujo meio se converteram.

(São Francisco de Sales)

FONTE: São Pio V

terça-feira, 13 de maio de 2014

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.


"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"


"Dai-me um exército que reze o Rosário e vencerei o mundo"- S. Pio X


domingo, 11 de maio de 2014

Esperança nossa, salve.



CAPÍTULO III

Esperança nossa, salve.

I-                  Maria é a esperança de todos os homens

1-      Maria é realmente nossa esperança.

Não suportam os hereges modernos que nós saudemos e chamemos a Maria nossa esperança. Dizem que só Deus é nossa esperança, e que Ele amaldiçoa quem põe sua confiança na criatura. “Maldito o homem que confia no homem” (Jr 17,5). Maria é criatura, objetam eles; como, pois, uma criatura há de ser a nossa esperança? Isto dizem os hereges. Entretanto, quer a Santa Igreja que cada dia todos os eclesiásticos e todos os religiosos em voz alta, e em nome de todos o fieis, invoquem e chamem a Maria com este nome de esperança nossa.

De dois modos, diz o Angélico S. Tomás, podemos por nossa esperança numa pessoa, como causa principal ou como causa mediana. Quem deseja obter do rei uma graça, espera alcançá-la do seu ministro ou valido, como intercessor. No último caso a graça concedida veio do rei, mas por intermédio do seu valido. – Portanto, quem pretende a graça com razão chama aquele intercessor a sua esperança. Por ser de infinita bondade, sumamente deseja o Rei do céu enriquecer-nos com as suas graças. Mas porque para tanto é necessária de nossa parte a confiança, deu-nos o Senhor, para aumentá-la, sua própria Mãe por advogada e intercessora, e concedeu-lhe plenos poderes a fim de nos valer. Por esta razão quer também que nela coloquemos a esperança de nossa salvação e de todo nosso bem. Sem dúvida são amaldiçoados pelo Senhor, como diz Jeremias, aqueles que põem sua confiança na criatura unicamente. Tal é o procedimento dos pecadores que, em troca de amizade e dos préstimos de um homem, não se incomodam de ofender a Deus. São abençoados pelo Senhor e lhe são agradáveis, porém, os que esperam em Maria, tão poderosa como Mãe de Deus, para impetrar-lhe as graças e a vida eterna. Pois assim quer Deus ver honrada aquela excelsa criatura, que neste mundo O honrou e amou mais do que todos os homens e anjos juntos.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Doçura nossa, salve.




CAPÍTULO II

DOÇURA NOSSA, SALVE

III- Maria suaviza a morte a seus servos.

1 – Maria é nosso conforto na morte.

“Aquele que é amigo o é em todo tempo; e nos transes apertados conhece-se o irmão” (PR 17, 17). Os amigos verdadeiros e os verdadeiro parentes não se conhecem no tempo de prosperidades, mas sim no das angústias e das desventuras.  Os amigos do mundo não deixam o amigo, enquanto está na prosperidade. Mas o abandonam imediatamente, se lhe acontece uma desgraça ou dele se avizinha a morte. Tal não é o procedimento de Maria com seus devotos. Nas suas angústias e especialmente nas da morte, que de todas são as piores, essa boa Senhora e Mãe não abandonam seus fiéis servos. Como é nossa vida no tempo do nosso degredo, assim também quer ser a nossa doçura no tempo da morte, obtendo-nos um suave e feliz trânsito. Desde aquele dia em que teve a dor e juntamente a felicidade de assistir à morte de Jesus, seu Filho, cabeça dos predestinados, obteve também a graça de assistir na morte os predestinados. Por isso a Santa Igreja manda rogar à bem-aventurada Virgem: Rogai por nós, pecadores, agora, e na hora de nossa morte.

Muito e muito grandes são as angústias dos pobres moribundos, já pelos remorsos dos pecados cometidos, já pelo horror do próximo juízo, já pela incerteza da salvação eterna. É então que o inferno lança mão de todas as armas e empenha todas as reservas para ganhar aquela alma que passa para a eternidade. Bem sabe que o pouco tempo lhe resta para obtê-la e que para sempre a perde, se então lhe escapar. “O demônio desceu a vós cheio de uma grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo” (Ap 12, 12). Costumado a tentá-la durante a vida, não se contenta de ser ele só que a tenta na morte, mas chama companheiros para o ajudarem. “Encher-se-ão as suas casas (de Babilônia) com dragões” (is 14,21). Quando alguém está para morrer, entram-lhe pela casa os demônios que à porfia tentam perdê-lo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Vida e Doçura nossa



CAPÍTULO II

VIDA E DOÇURA NOSSA

I – Maria é nossa vida porque nos obtém o perdão.

1 – A oração de Maria obtém-nos a graça da justificação.

Para a exata compreensão da razão por que a Santa Igreja nos ordena que chamemos a Maria nossa vida, é necessário saber, assim como a alma dá a vida ao corpo, assim também a graça divina dá vida à alma. Uma alma sem a graça divina só tem o nome de viva, mas na realidade está morta, como foi dito àquele bispo do Apocalipse: Tens reputação de que vive, mas está morto (AP 3,1). Obtendo Maria, por meio de sua intercessão a graça aos pecadores, deste modo lhes dá a vida. Ouçamos PA palavra que a Igreja lhe põe na boca, aplicando-lhe a seguinte passagem dos Provérbios: Os que vigiam deste manhã por me buscarem, achar-me-ão (8,7). Os que recorrem a mim deste manhã, isto é, sem demora certamente me acharão. Ou, segundo a tradução grega: acharão a graça. De modo que recorrer a Maria é recobrar a graça de Deus. Lemos por isso pouco depois: Quem me encontra, encontra a vida e receberá do Senhor a salvação (PR 8, 35). Ouvi-o vós que procurais o reino de Deus, exclamou São Boaventura, honrai a Santíssima Virgem Maria e achareis a vida juntamente com a eterna salvação.

Na afirmativa de S. Bernardino de Sena, Deus não destruiu o homem logo após o pecado, devido ao singular amor para com esta sua futura filha. Não lhe resta a menor dúvida de que todas as misericórdias e mercês, em favor dos pecadores na Antiga Lei, só lhes tinham sido feitas por Deus em consideração desta abençoada Virgem.

Exorta-nos, por isso, com razão, S. Bernardo: Procuremos a graça, mas procuremo-la por meio de Maria. Se formos tão infelizes, que perdemos a divina graça, procuremos recuperá-la por meio de Maria; porque se a perdemos ela a achou. E por este motivo o santo lhe chama descobridora da graça. Para nossa consolação declarou-o S. Gabriel Arcanjo, quando disse à Virgem: Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus (Lc 1,30).

Mas, se Maria nunca se vira privada da graça, como podia dizer o anjo que a tinha achado? Só se pode achar uma coisa que se perdeu. A Virgem, entretanto, sempre esteve com Deus e não só em graça, mas cheia de graça, como o mesmo arcanjo manifestou, quando ao saudá-la, lhe disse: Ave, Maria, cheia de graça; o Senhor é contigo...



Ligório, Santo Afonso de. Glórias de Maria. Versão 11ª, edição italiana. Editora Santuário.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Salve Rainha - Ponto 2



Capítulo I

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia.

I.                   Nossa confiança em Maria deve ser ilimitada porque ela é Rainha de Misericórdia

2- Maria é Rainha de Misericórdia

Maria é, pois, Rainha. Mas saibamos todos, para nossa consolação nossa, que é uma Rainha cheia de doçura e de clemência, sempre inclinada a favorecer e fazer bem a nós pobres pecadores. Quer por isso a Igreja a saudemos nesta oração com o nome de Rainha de Misericórdia. O próprio nome de rainha, considera S. Alberto Magno, denota piedade e providência  para com os pobres, enquanto que o de imperatriz dá ares de severidade e rigor. A magnificência dos reis e das rainhas consiste em aliviar os desgraçados, diz Sêneca. Enquanto que os tiranos governam tendo em vista apenas seu interesse pessoal, devem os reis procurar o bem de seus vassalos. Por isso na sagração dos reis se lhe unge a testa com óleo. E o símbolo da misericórdia e benignidade de que devem estar animados para com seus súditos.

Devem, pois, os reis principalmente empregar-se nas obras de misericórdia, mas sem omitir, quando necessária, a justiça para com os réus. Não assim Maria. Bem que seja Rainha, não é rainha de justiça, zelosa do castigo dos malfeitores. É Rainha de Misericórdia, inclinada só à piedade e ao perdão dos pecadores. Por isso quer a Igreja que a chamemos de Rainha de Misericórdia.

Eu ouvi – diz o Salmista – estas duas coisas: que o poder é de Deus e que é vossa a misericórdia (Sl 61, 12, 13). Considerando o afamado chanceler de Paris, João Gerson, as palavras de Davi, disse: Considerando o reino de Deus na justiça e na misericórdia, o Senhor o dividiu: o reinado da justiça reservou-o para si, e o reinado da misericórdia o cedeu a Maria. E o Senhor ordenou que pelas mãos de Maria passariam, e a seu arbítrio seriam conferidas todas as misericórdias dispensadas ao homem.

Ideologia de gênero varrida do PNE.





Por Fratres in Unum.com – Arrastada por várias semanas, a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) consagrou hoje a exclusão da abordagem de gênero de seu texto.

Diferentemente das outras semanas, ativistas gays e estudantis estiveram ausentes. Em clima de silêncio, o relator, Ângelo Vanhoni (PT-PR), resolveu acatar o destaque do Dep. Izalci (PSDB-DF) em seu próprio relatório, retirando a menção a “identidade de gênero” e “orientação sexual” da meta 3.13.

A fim de evitar a votação desnecessária, por economia de expediente legislativo e abreviação da sessão, Dep. Izalci retirou o destaque e o relator acatou integralmente o texto do Senado.
Agora, o PNE, sem gênero, vai ao Plenário da Câmara.

Parabéns a todos aqueles que telefonaram e escreveram aos membros da Comissão. 

Parabéns a todos os que foram a Brasília para nos representar.


Rezemos o Santo Rosário em agradecimento.


sábado, 3 de maio de 2014

Salve Rainha - Ponto 1




Nota do blog: Nesse mês dedicado à Santíssima Virgem, estaremos publicando fragmentos do livro Glórias de Maria, escrito por Santo Afonso de Maria Ligório, Doutor da Igreja.
Estes fragmentos serão referentes a oração SALVE RAINHA, explicando alguns trechos desta oração.
Estas explicações são preciosíssimas. Se conhecíamos tão pouco sobre Maria Santíssima, ao lermos este livro e estes fragmentos, veremos que nada conhecíamos.

SALVE, RAINHA, MAE DE MISERICÓRDIA

Nossa confiança em Maria deve ser ilimitada porque ela é Rainha de Misericórdia

1. Maria é Rainha

Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa Igreja a honra, e quer que de todos seja honrada com o título glorioso de Rainha. Se o Filho é Rei, diz Pseudo-Atanásio, justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha. Desde o momento em que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno, diz S. Bernardino de Sena, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria, concluiu Arnoldo, abade, não foi diversa da de Jesus, como, pois, da monarquia do Filho pode ser separada a Mãe? Por isso deve julgar-se que a glória do reino não só é comum entre a Mãe, mas também que é a mesma para ambos.

Se Jesus é Rei do universo, do universo também é Maria Rainha, escreve Roberto, abade. De modo que, na frase de S. Bernardino de Sena, quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria. Por conseguinte estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está sujeito ao império de Deus. Eis porque Guerrico abade lhe dirige estas palavras: Continuai, pois, a dominar com toda a confiança: disponde a vosso arbítrio dos bens de vosso Filho: pois, sendo Mãe, e Esposa do Rei dos reis, pentence-Vos como Rainha o reino e o domínio sobre todas as criaturas.


Ligório, S. Afonso; Glórias de Maria; versão 11ª  edição italiana; Editora Santuário.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

São José Operário.





"Em 1955, o papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário, no dia 1º de Maio - dia em que mundialmente se comemora o trabalho - para ressaltar a nobreza do trabalho, ficando o exemplo de José como aquele a ser seguido por todos os trabalhadores cristãos. Desta forma, o papa homenageia o exemplo de homem laborioso e honesto, fiel à palavra de Deus, obediente e justo.

Leão XIII, na encíclica Rerum Novarum, nos lembra que "os operários e os proletários têm como direito especial o de recorrer a São José e procurar imitá-lo. José, de fato de família real, unido em matrimônio com a mais santa e a maior entre todas as mulheres, considerado como o pai do Filho de Deus, não obstante tudo passou a vida a trabalhar e tirar do seu trabalho de artesão tudo o que era necessário ao sustento da família."
Que o exemplo de José nos anime e inspire a santificarmos nossas vidas com nosso trabalho.

Oração do Trabalhador:

Jesus, divino operário e amigo dos operários, volvei vosso olhar benigno sobre o mundo do trabalho. Nós vos apresentamos as necessidades dos que trabalham intelectual, moral e materialmente. Bem sabeis como são duros nossos dias, cheios de canseiras, sofrimentos e explorações. Vede as nossas penas físicas e morais, repeti o brado do vosso coração: "Tenho dó deste povo." E confortai-nos pelos méritos e intercessão de São José, modelo dos operários e trabalhadores.
Dai-nos a sabedoria, a virtude e o amor que vos alentou nas vossas laboriosas jornadas. Inspirai-nos pensamentos de fé, de paz, de moderação, de economia, a fim de procurarmos com o pão de cada dia, os bens espirituais e o céu. Livrai-nos dos que, com enganos, intentam roubar-nos a fé e a confiança na vossa Providência. Livrai-nos dos exploradores que desconhecem os direitos e a dignidade da pessoa humana. Inspirai leis sociais que estejam de acordo com as encíclicas pontifícias. Fazei que todos entrem nas organizações cristãs do trabalho. Reinem juntas a caridade e a justiça com a sincera colaboração das classes sociais. Convertei os exploradores do operário pobre. Que todos tenham o vigário de Cristo por mestre da única doutrina social que assegura ao operário uma gradual e satisfatória melhoria, e o Reino dos céus, herança dos pobres.

Amém.

1 de Mario - São José Operário




São José o Castíssimo Esposo de Maria Santíssima e pai adotivo de Nosso Senhor Jesus vêm das Escrituras. Casou-se com Maria por volta de 30 anos de idade e, por seu caráter, foi escolhido a dedo por Deus para guardar a virgindade de nossa Mãe Maria Santíssima. Diz-se também que morreu aos 60 anos de idade, antes do início da vida pública de seu Filho Jesus Cristo. Foi Carpinteiro, tanto que, em Nazaré, perguntaram em relação a Jesus, "Não é este o filho do carpinteiro?" (Mateus 13,55). Apesar de seu humilde trabalho e suas condições, São José veio de uma linhagem real. São Lucas e São Mateus dão genealogia de São José, ambos marcam sua descendência a partir de Davi, o maior rei de Israel (Mateus 1,1-16 e Lucas 3,23-38). Realmente o anjo que primeiro conta a São José sobre Nosso Senhor Jesus o saúda como "filho de Davi," um título real usado também para Nosso Senhor Jesus. Sabemos que São José foi um homem Justo. 

  Quando ele soube que Maria estava grávida, não era dele mas desconhecia, até então, que ela estava carregando o Filho de Deus. Ele planejou separar-se de Maria de acordo com a lei, mas temeu pela segurança e o sofrimento dela e do bebê. Ele sabia que mulheres acusadas de adultério poderiam ser apedrejadas até a morte, então ele decidiu deixá-la silenciosamente e não expor Maria a vergonha ou crueldade (Mateus 1,19-25). Sabemos que São José temente e firme na fé, obediente a tudo o que Deus pedisse a ele sem preocupar-se com os resultados. Quando o anjo apareceu a José em um sonho e contou-lhe a verdade sobre a criança que Maria estava carregando, São José imediatamente e sem questionar torne seu guardião. Quando o anjo reapareceu para dizer-lhe que sua família estava em perigo, ele imediatamente deixou tudo o que possuía, todos os seus parentes e amigos, e escapou para um país estranho, desconhecido, com sua jovem esposa e o bebê. Ele aguardou no Egito sem questionar até que o anjo disse a ele que já era seguro retornar (Mateus 2,13-23).