sexta-feira, 8 de agosto de 2014

08 de Agosto, São João Maria Vianney.



O Santo Cura d'Ars


Nasceu de família humilde numa pequena aldeia da França em 1785. Aos oito anos guardava um pequeno rebanho e, levando consigo uma imagemzinha de Nossa Senhora, reunia os companheiros da sua idade e diante da imagem rezavam o rosário. Outras vêzes, confiava à sua irmãzinha a guarda das ovelhas e procurava um lugar solitário para rezar.

Aos treze anos deixou o rebanho e começou a trabalhar na roça.
"Quando estava na roça - conta êle mesmo - rezava em voz alta, se não havia ninguém perto; em voz baixa, quando havia ali algum companheiro. Ao manejar a enxada, costumava dizer: É preciso arrancar a alma das más ervas. Quando, depois de comer, os outros dormiam a sesta, eu aparentava dormir, mas continuava conversando com Deus em meu coração. Quando ouvia o relógio, dizia: Coragem, minha alma; o tempo passa; a eternidade chega; vivamos como condenados a morrer. E rezava uma Ave-Maria".
Estudou para padre. Muito lhe custou passar nos exames; mas, à fôrça de trabalho, penitência e oração, conseguiu chegar ao bom têrmo. Seus superiores mostraram-se benévolos com êle, porque reconheciam sua virtude e seu zêlo.

Foi destinado a reger a pequenina paróquia de Ars. Os moradores de Ars eram indiferentes; não iam à igreja. João Maria recorreu a suas armas favoritas: passava horas inteiras, em oração, diante do sacrário; mortificava-se, disciplinava-se e tudo oferecia a Deus para que tocasse os corações de seus paroquianos. Ao mesmo tempo, esmerava-se em tratá-los com amor e prodigalizar-se conselhos e esmolas.
Pouco a pouco fêz-se o milagre, e Ars começou a ser uma paróquia exemplar. A fama da santidade do cura de Ars transpôs fronteiras não só daquela aldeia, mas até da França. Milhares e milhares de pessoas chegavam de tôda a parte para confessar-se com o Santo, ouvir os seus sermões, solicitar seus milagres. Em 1840, contaram-se mais de 20.000 peregrinos, e êsse número continuou aumentando.

Levantava-se, invariávelmente, à meia-noite para dirigir-se à igreja e sentar-se no confessionário. Os penitentes sucediam-se sem interrupção até às sete, hora em que o vigário celebrava. Terminada a missa, outra vez confissão até às onze. Subia, então, ao púlpito e fazia a sua instrução catequética. Saia da igreja ao meio-dia. Dois guardas precisavam defendê-lo dos empurrões do povo, pois todos queriam vê-lo, falar-lhe, tocá-lo, receber sua bênção, guardar alguma palavra sua. Às 13 horas, novamente confessar até à reza da noite.

Perguntaram-lhe uma vez:
- Se Deus vos permitisse escolher entre estas duas coisas: ir para o céu, agora mesmo, ou ficar na terra, até o fim do mundo, trabalhando na conversão dos pecadores, que faríeis?
- Ficaria na terra.
- Até o fim do mundo?
- Sim, até o fim do mundo.
- Mas, com tanto tempo ainda, não vos levantaríeis tão de madrugada... não é?
- Ah! meu amigo; levantar-me-ia como agora, à meia-noite, e seria o mais felizes dos servidores de Deus.

Gozava do dom da profecia e de penetrar no mais secreto das vidas e das consciências. Gente não disposta a confessar-se, ou resolvida a fazê-lo mal, ficava surpreendida quando o Santo lhe recordava os pecados ocultos, e saía chorando do confessionário. Dissipava as dúvidas com muita facilidade.

Fêz grandes e inúmeros milagres tanto em vida como depois da morte, cuja data êle mesmo anunciou com exatidão. A 9 de agôsto, aos setenta e três anos de idade, sua alma voou para o céu, onde goza e gozará do prêmio eterno de seus trabalhos e penitências.

FONTE: São Pio V

Um comentário:

  1. Excelente história que nos chama a conversão. Que nos chama a penitência.

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